Condutividade aproximada vs TDS: 1 µS/cm ~ 0,5 ppm (depende da composição, mas em água doce de composição iônica típica, fator de conversão entre 0,5 e 0,7). Ex.: 200 µS/cm ≈ 100–140 ppm.
pH: diferença de 1 unidade = água 10× mais ácida/alcalina. Ou seja, um aquário pH 6 tem água dez vezes mais ácida (mais H⁺) que outro pH 7. Por isso mudanças rápidas são danosas – influenciam processos bioquímicos drasticamente.
Conversor online: Existem ferramentas online, como o calculador do site Cactus2000 ou Hamza’s Reef, que fazem conversões de dureza e calculam efeitos de trocas de água. Use-as para conferir seus cálculos se desejar. Entretanto, entender o cálculo (como apresentamos) dá independência para ajustar qualquer cenário.
Referências de parâmetros naturais: Sites como FishBase, SeriouslyFish e livros de limnologia podem fornecer os parâmetros das águas de origem de cada espécie. Ex.: Neon cardinal ocorre em águas com condutividade 10–20 µS, pH 4–6; já um Ciclídeo do Rift em água 300+ µS, pH 8,5. Use esses dados como guia para montar o seu sistema dentro desses limites, como fizemos no Cap. 7.
Conclusão: Com essas planilhas e fórmulas, o aquarista pode planejar e ajustar a qualidade da água de forma quantitativa e precisa, tirando suposições do processo. Combine isso com a testagem periódica (Cap. 6) para calibrar as projeções com a realidade, e você terá pleno domínio sobre a estabilidade do ambiente aquático que criou.
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